A surdez e o preconceito na faculdade e no mercado de trabalho

A surdez e o preconceito na faculdade e no mercado de trabalho

Ingressar na universidade e conseguir um bom emprego costumam estar na lista de prioridades de 10 em cada 10 pessoas. Mas, com a competição cada vez mais acirrada em todas as áreas, atingir esses objetivos está cada vez mais complicado e uma vez que se consegue, nem sempre são tudo flores. 

Dar conta das inúmeras exigências na faculdade, se destacar no emprego ou até mesmo mantê-lo, hoje em dia tornou-se um enorme desafio. Principalmente para quem não consegue  ouvir direito. 

A surdez e a deficiência auditiva afetam milhões de pessoas ao redor do mundo e , entre todos os problemas causados por elas, está a dificuldade de quem sofre desses males em arrumar boas colocações e enfrentar o preconceito da sociedade pelas limitações impostas pela deficiência. 


Preconceito na faculdade

Quem sofre de surdez, desde seus primeiros anos escolares enfrenta diversas barreiras, já que muitas escolas não possuem uma educação inclusiva, dificultando tanto o aprendizado, quanto a adaptação e o convivio com as outras crianças. Dificuldades essas que se estendem até a faculdade, não só para quem é surdo de nascença, como também para quem sofre de perda auditiva, mas com dois  agravantes: a competitividade e o estresse causado pelo ambiente universitário.

A faculdade costuma ser o lugar onde acontece o primeiro contato dos jovens com a vida adulta. É lá que eles começam a vislumbrar o seu futuro e planejar a sua vida profissional, ou seja, é lá que o preconceito contra surdos e deficientes auditivos torna-se mais latente na sala de aula e na seleção para estágios. 

Preconceito no mercado de trabalho

A discriminação desempenha um papel importante na vida útil dos surdos e na  sua inserção social.

Um estudo realizado recentemente por Órgão do Reino Unido, mostraram que 72% das pessoas surdas ou com dificuldade auditiva sequer recebem apoio na busca por um emprego, 56% sofreram preconceito no local de trabalho, 25% deixaram seus empregos pela discriminação e 19% omitiram o empregador o fato de sofrerem de perda auditiva.


Números alarmantes que mostram que por mais preparado que um candidato esteja para o cargo,  a sua deficiência auditiva acaba tornando o ambiente de trabalho hostil, impedindo o crescimento profissional pela desconfiança dos colegas e empregadores quanto a capacidade de desempenhar as suas funções da mesma forma que os demais funcionários.


Por outro lado, a mesma pesquisa aponta que 65% dos entrevistados acreditam que a tecnologia tornou a surdez e a deficiência auditiva mais fácil no local de trabalho, graças a possibilidade de desenvolver aparelhos auditivos cada vez mais avançados, capazes de solucionar totalmente o problema. Assinalando, assim, uma esperança não só para aqueles que ainda estão em busca de uma colocação, como também para quem busca mais qualidade de vida. 


Leia sobre A vida depois dos aparelhos auditivos.