Você sabe qual a diferença entre surdo e deficiente auditivo?

diferença entre surdo e deficiente auditivo

Um dos muitos problemas enfrentados pelos deficientes é a falta de compreensão das outras pessoas e a dificuldade que a sociedade, de forma geral, tem em incluir essa parcela da população.

No caso da deficiência auditiva, essa falta de compreensão se aplica, inclusive, na definição da nomenclatura. Por isso, é muito comum, para quem ouve normalmente, confundir surdos e deficientes auditivos ou acreditar que os dois termos têm o mesmo significado, o que não é verdade.

Principal diferença entre surdos e deficientes auditivos

A partir do ponto de vista clínico, a principal diferença é o grau da perda auditiva, o que se reflete na capacidade que a pessoa ainda tem de escutar. As pessoas que têm perda profunda e não ouvem som algum, são consideradas surdas. Já as que  apresentam uma perda leve ou moderada e escutam parcialmente,  são deficientes auditivas.

Normalmente os deficientes auditivos passam a sofrer a perda auditiva ao longo da vida, quando já aprenderam a se comunicar através da linguagem oral e estão familiarizados com os sons. Diferente dos surdos, que em alguns casos, já nascem nesta condição e só aprendem a se comunicar por meio de linguagens não verbais, como a Língua Brasileira de Sinais.

No entanto, mais do que a perspectiva clínica, os aspectos sociais e culturais também são importantes. Tanto, que para boa parte dos deficientes auditivos, o que os define como surdos não é o grau da sua perda auditiva e sim a sua participação na comunidade surda.

Uma questão de perspectiva


Para aqueles que se identificam como surdos por fazerem parte da comunidade, a surdez não é uma deficiência e sim uma nova perspectiva cultural, onde a perda auditiva é encarada como um “ganho surdo”, que abre portas para experiências diferentes de vida.

Por outro lado, os deficientes auditivos que não se identificam como surdos, têm uma identidade totalmente ligada ao mundo ouvinte, principalmente por terem passado a maior parte da vida integrada a ele. Nesses casos, o mais recomendado é fazer o uso de aparelhos auditivos ou ainda de implantes cocleares para recuperar a capacidade de ouvir.

Tipos de surdez

Existem dois tipos de surdez, a partir de sua definição clínica: a surdez congênita e a surdez clínica.

A congênita é a surdez presente desde o nascimento, ou seja, que se originou ainda no útero por alguma  desordem genética ou infecção materna, como sífilis, herpes, rubéola, toxoplasmose, etc. Diferentemente da surdez adquirida, que pode aparecer de uma hora para outra ou gradualmente, de acordo com alguns fatores, como idade avançada e exposição a ruídos altos, por exemplo. 

Tipos de perda auditiva


Nem toda perda auditiva é igual e a sua determinação depende do local que ela afeta e dos danos que ela causa no canal auditivo, podendo ser classificada como neurossensorial, condutiva ou mista.

Perda auditiva neurossensorial: tipo mais comum de perda auditiva, acontece quando as células ciliadas ou condutores nervosos são danificados, impedindo que os sinais sonoros cheguem ao cérebro. 

Perda auditiva condutiva: surge quando algo, como fluídos ou cera, bloqueia o som.

Perda condutiva mista: combinação dos dois tipos anteriores, causando problema nos ouvidos internos e externos. 


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