Surdo-mudo, surdo ou deficiente auditivo? Veja o que está correto

Afinal, qual é o correto? Surdo-mudo, surdo ou deficiente auditivo? Entenda aqui e não erre mais

mulher de trança com mão atrás do ouvido olhando pra frente

Afinal, qual é o correto? Surdo-mudo, surdo ou deficiente auditivo? Esta é uma dúvida comum de quem que não atuam na área da saúde e, muitas vezes, a pessoa opta pelo termo incorreto. Embora ainda seja muito usado, não está certo falar “surdo-mudo”.

A confusão é feita pelo fato de muitas pessoas entenderem que quem não escuta não aprender a falar e, consequentemente fica mudo, mas essa ideia não é certa. Mudo é aquele que não faz uso do seu aparelho fonador e são mínimos os casos de pessoas com problemas auditivos que não têm qualquer outra manifestação vocal.

Qualquer pessoa surda que tenha o aparelho fonador funcionando não pode ser considerada muda e pode desenvolver a fala.

Quando usar surdo-mudo, surdo ou deficiente auditivo?

O termo surdo-mudo deve ser banido do vocabulário por ser incorreto. A pessoa surda pode até ter mais dificuldade para aprender a falar e precisar de ajuda de um fonoaudiólogo, mas ela não é necessariamente muda.

Sendo assim, os termos podem ser usados de forma correta da seguinte maneira:

Deficiente auditivo ou pessoa com deficiência auditiva: o termo é correto e pode ser usado para se referir a qualquer pessoa que tenha perda auditiva, seja ela branda, moderada ou total. Porém, o seu uso é mais comum para indivíduos que não escutam bem, mas ainda têm algum resíduo auditivo;

Surdo: pessoa que não escuta nada, nem com a ajuda do aparelho. Indivíduo com perda total de audição. A palavra “Surdo” com a letra maiúscula no início também é usada para se referir a integrantes da Comunidade Surda, que usam Libras como a língua-mãe;

Surdo oralizado: é o termo usado para se referir a pessoas com perda auditiva que usam a fala para se comunicar. No geral, conseguem fazer leitura labial para compreender a conversa. É mais comum em pessoas que nascem ouvindo e perdem a audição durante a vida ou que têm audição parcial;

Surdo sinalizante: é o termo que se refere a pessoa que têm perda auditiva e usam a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para se comunicar;

Surdo-mudo: termo errado que não deve ser usado.

Deficiência auditiva no Brasil

Dados do censo demográfico de 2010, coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, mostra que  23,9% da população disseram ter algum tipo de deficiência. Delas, a deficiência visual é a de maior ocorrência, sendo citada por 18,6% da população brasileira na época da pesquisa.

A deficiência motora apareceu na segunda colocação e foi citada por 7% da população. Em terceiro veio a deficiência auditiva apresentada por 5,10% dos brasileiros em 2010.

Classificações da surdez e o que fazer

De acordo com o Ministério da Saúde, a surdez pode ser classificada da seguinte forma:

Ligeira: a pessoa ouve, mas algumas palavras ou sons são facilmente compreendidos, o que dificulta uma conversa;

Média: a pessoa só escuta quando o som vem em uma intensidade muito forte. Com isso, tem dificuldade em falar ao telefone, de aquisição de linguagem e, muitas vezes, recorre a leitura labial para entender o que está sendo dito;

Severa: quando a pessoa fala em tom normal com um indivíduo com surdez severa, o deficiente auditivo não percebe. É necessário gritar;

Profunda: pessoa que não possui nenhuma sensação auditiva;

Cofose: Surdez completa.

Quando você nota que está com dificuldade para ouvir ou conhece alguém que tem dificuldade para entender palavras ou que é necessário gritar para que a pessoa ouça, é hora de procurar um especialista. O médico que atende esses casos é o otorrinolaringologista.

Quando indicado, ele sugere o uso de aparelhos de audição. Se você precisar de um deles, entre em contato conosco, pois temos o modelo adequado para o seu caso!