Como funcionam os aparelhos auditivos?

Como funcionam os aparelhos auditivos

Um dos maiores problemas de quem sofre com a perda auditiva é a aceitação. Não raro, uma pessoa enfrenta a surdez sem ao menos se dar conta das consequência e de tudo que está perdendo a sua volta, mas também existem aqueles que preferem comprometer a sua qualidade de vida a ter que usar um aparelho auditivo e carregar o estigma da deficiência.

Inegavelmente, entre os principais motivos para e a vergonha de ser visto em público com um aparelho auditivo estão o preconceito e a falta de informação a respeito de como esses aparelhos realmente funcionam.

Enquanto alguns temem carregar um acessório visível junto à orelha, como mostra de sua deficiência, outros colocam como maior barreira o medo da adaptação e de acabarem ouvindo o mundo de forma artificial e incomoda, o que em ambos os casos, trata-se de realidades ultrapassadas.

Tipos de aparelhos auditivos

tipos de aparelhos auditivos

Hoje existem dois tipos de aparelhos auditivos: o analógico, que são os modelos antigos maiores e com menor qualidade de som, e os analógicos, que utilizam as melhores tecnologias tanto em termos estéticos, quanto na qualidade do som.

Assim como um aparelho de TV, embora basicamente todos os aparelhos auditivos tenham a mesma estrutura, eles funcionam de forma diferente dependendo do modelo e da tecnologia utilizada.


Aparelhos auditivos analógicos

Os aparelhos auditivos analógicos possuem quatro componentes: um microfone, um amplificador, um alto-falante e uma bateria.

O processo começa pelo microfone, que capta o som do ambiente convertendo-o em um sinal elétrico que será enviado para o amplificador, que por sua vez, aumenta o volume do som captado de o envia para o receptor. No receptor, um alto-falante converte o sinal elétrico novamente em som, passando-o diretamente para dentro do ouvido para que o cérebro os transforme em significados. Tudo isso, feito com a energia da bateria que faz parte do aparelho.

Além dos modelos serem menos esteticamente menos agradáveis, os aparelhos analógicos não são programáveis por computador, precisando serem ajustados manualmente pelo através de controles existentes no próprio aparelho, o que pode dificultar a adaptação do paciente.


Aparelhos auditivos digitais

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Todos os aparelhos auditivos digitais são equipados por 5 componentes: microfones, um amplificador, um alto-falante, uma bateria e um chip de computador que é programado pelo fonoaudiólogo de acordo com as necessidades de cada paciente.

O percurso que o som percorre é bastante semelhante ao dos aparelhos analógicos, mas com duas diferenças que interferem diretamente no resultados.

A primeira acontece logo depois do som ser captado pelos microfones, quando ao invés de serem enviados diretamente para o amplificador, antes são analisados pelo chip. A segunda está no próprio processamento do som que converte o som natural (acústico), captado pelos microfones, em dígitos processados pelo aparelho e reconvertidos em analógicos para o ouvinte.

Com o avanço da tecnologia e desenvolvimento de diferentes softwares, modelos de aparelhos auditivos digitais não faltam no mercado e, entre eles, também podem haver diferenças significativas na qualidade da captura de som e na compreensão da fala.

Como todos oferecem recursos pontuais, como largura de banda, regulação automática de volume, gerenciamento de ruído e supressão de feedback, quanto maior a qualidade do aparelho auditivo, mais natural será a experiência auditiva e a adaptação do paciente.

Além disso, os aparelhos auditivos mais avançados também possuem diversas opções de personalização e a capacidade de se conectar sem fio a inúmeros dispositivos, como telefones celulares, por exemplo.


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